quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ser mãe é isto (também)



Ser mãe é chegar do trabalho e ganhar um beijo estalado e um abraço apertado.

Ser mãe é deixar louça suja na pia e ir assistir Pica Pau bem tranquila no sofá.

Ser mãe é aprender a comer direito pra dar o exemplo.

Ser mãe é ganhar um bom dia com um beijinho sonolento todo dia.

Ser mãe é dizer “Eu te amo” toda hora e achar que não foi clara o suficiente.

Ser mãe é sorrir quando se tem vontade de chorar.

Ser mãe é chorar, mas ter uma mãozinha acariciando seus cabelos.

Ser mãe é dar: amor, carinho, atenção, abraços, beijinhos, broncas, declarações de amor.

Ser mãe é receber tudo isso de volta. Em dobro.

Ser mãe é deixar de comprar uma bolsa nova pra comprar um tênis pro filhote.

Ser mãe é deixar de assistir novelas porque as cenas são muito pesadas pra uma criança de 3 anos.

Ser mãe é contar milhões de vezes a mesma história.

Ser mãe é ouvir outras milhões de vezes a mesma musiquinha.

Ser mãe é chamar quatro ou cinco vezes pro banho.

Ser mãe é difícil.

Mas ser mãe é MARAVILHOSO!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Fantasma Amarelo


Era uma vez um rei que vivia em um castelo AMARELO (melodioso), cercado por um imenso jardim cheio de cravos A-MA-RE-LOS. Esse rei tinha uma filha, que era muito linda. A princesinha era boa, obediente e estudiosa.
Todos os dias ela acordava muito cedo, tirava o seu pijaminha AMARELO (sussurrando) e vestia o seu vestido AMARELO (alegria). Ela gostava muito do seu vestido AMARELO (alegria) porque achava que esta cor ficava bem em vestidos. Porém os seus sapatos AMARELOS (desgosto) ela não gostava, não acha que sapatos deviam ser AMARELOS.
Depois disso ela ia dar uma volta no jardim e gostava de colher um cravo A-MA-RE-LO. Essa era a vida da menininha: Levantar, tirar o pijama AMARELO (sussurando), vestir o vestido AMARELO (alegria), os sapatos AMARELOS (desgosto) e cheirar o cravo A-MA-RE-LO.
Uma noite a princesinha estava dormindo muito gostosa na sua cama AMARELA, com lençóis AMARELOS, no seu travesseiro AMARELO, com o cobertor AMARELO, e o seu pijama AMARELO (sussurrando) quando levou o maior susto, na porta de seu quarto havia um enorme e horrível fantasma AMARELO (fastasmagórico). A menina imediatamente ficou com o rosto AMARmuito medo e ficou esperando que chegasse logo de manhã para contar para o seu pai.
No dia seguinte o rei estava muito ocupado, trabalhando em seu escritório quando a menininha chegou correndo dizendo?
- Papai, esta... noite... eu estava dormindo em minha cama AMARELA, com... lençóis.... AMARELOS, no... meu... travesseiro... AMA
RELO, com... cobertor AMARELO, e... meu... pijama AMARELO (sussurrando) quando... eu vi... um terrível... fantasma AMARELO!
Quando o rei ouviu a sua filha contar o caso do tal fantasma, disse logo:_ Minha filha fantasma não existe e nunca existiu. É peraltice do copeiro que é um rapaz muito brincalhão, de noite ele se enrola em um lençol AMARELO e sai pelos corredores do castelo AMARELO (melodioso), que tem um jardim cheio de cravos A-MA-RE-LOS para pregar sustos nos amigos. Mas eu vou acabar com essas brincadeiras de fantasmas AMARELOS (fantasmagórico)
Mandou chamar o chefe dos guardas que vestia uma linda farda AMARELA.
- Pronto Majestade! As ordens!
O rei disse:
- Chefe dos guardas, alguma coisa está errada no castelo AMARELO (melodioso) envolto de jardins com cravos A-MA-RE-LOS. Esta noite minha filha foi dormir e tirou o seu vestido AMARELO (alegria) e o seu sapato AMARELO (desgosto) vestiu o seu pijama AMARELO (sussurro) e deitou na sua cama de lençóis AMARELOS, com travesseiro AMARELO e cobertor AMARELO, e dormiu quando de repente ouviu um barulho no corredor e acordou. Pois bem, na porta do quarto minha filha viu um fantasma AMARELO (fantasmagórico)
- Já sei disse o chefe dos guardas que vestia uma linda farda AMARELA. É o Sebastião, o copeiro. Certamente é brincadeira do Sebastião. Toda a noite ele faz isso e sai pelos corredores do castelo AMARELO (melodioso), que tem em volta jardins cheios de cravos A-MA-RE-LOS a dar sustos em todo o mundo.
- Então, você tem que dar um jeito nisso!
- Deixe comigo, pois eu já sei o que vou fazer.
O chefe dos guardas de farda AMARELA, preparou uma lata de tinta bem grande. Tinta azul bem forte. E ficou escondido np alto da escada atrás da porta.
Enquanto isso a princesinha se preparava para dormir. Tirou o vestido AMARELO (melodioso) e os sapatos AMARELOS(desgosto) vestiu o pijama ANMARELO(sussurrando) e se deitou na cama de lençois AMARELOS, morrendo de medo que o fantasma AMARELO (fantasmagórico) aparecesse.
De repente na escada começou-se a ouvir um hhap chap... Quem seria?
O fantasma AMARELO (fantasmagórico).
Era o Sebastião, o copeiro peralta, que gostava de se enrolar em um lençol AMARELO e fingir que era um fantasma AMARELO (fantasmagórico). Quando o Sebastião estava bem no meio da escada, o chefe dos guardas tomou a lata de tinta azul e zás – despejou a tinta azul em cima do Fantasma que ficou...
Que ficou...
Neste momento as crianças poderão ficar em dúvida se dizem amarelo ou mesmo azul, mas o correto é VERDE que é a mistura de amarelo com azul.
(Adaptação do original de Malba Tahan)

sábado, 4 de abril de 2009

A Formiguinha


Diz que era um dia que era uma formiguinha, foi comer pela manhã. Quando ela estava comendo, a neve pegou o pé. Ela disse:

— Neve, tu é tão valente
Que o meu pé prende?

A neve disse:
— Mais valente é o sol
Que me derrete

Ela foi à procura do sol:
— Ó, sol, tu é tão valente
Que derrete a neve
Que o meu pé prende?

O sol disse:
— Mais valente é a parede
Que me encobre

Ela foi para a parede:
— Ô, parede, tu é tão valente
Que encobre o sol
O sol derrete a neve
E a neve o meu pé prende?
A parede disse:
— Mais valente é o rato
Que me rói
Ela foi à procura do rato:
— Ô, rato, tu é tão valente
Que rói a parede
A parede encobre o sol
O sol derrete a neve
E a neve o meu pé prende?

O rato disse:
— Mais valente é o gato
Que me come

A formiguinha disse:
— Ô gato, tu é tão valente
Que come o rato
O rato rói a parede
A parede encobre o sol
O sol derrete a neve
E a neve que o meu pé prende?

Ele disse:
— Mais valente é a cobra
Que me morde

— Ô, cobra, tu é tão valente
Que morde o gato
O gato que come o rato
O rato que rói a parede
A parede que encobre o sol
O sol que derrete a neve
E a neve que o meu pé prende?
— Mais valente é o pau
Que me mata

— Ô, pau, tu é tão valente
Que mata a cobra
A cobra que morde o gato
O gato que come o rato
O rato que rói a parede
A parede que encobre o sol
O sol que derrete a neve
E a neve que o meu pé prende?

— Mais valente é o fogo
Que me queima

— Ô, fogo, tu é tão valente
Que queima o pau
O pau que mata a cobra
A cobra que morde o gato
O gato que come o rato
O rato que rói a parede
A parede que encobre o sol
O sol que derrete a neve
A neve que o meu pé prende?

— Mais valente é a água
Que me apaga

— Ô, água, tu é tão valente
Que apaga o fogo
O fogo queima o pau
O pau que mata a cobra
O gato que come o rato
O rato que rói a parede
A parede que encobre o sol
O sol que derrete a neve
A neve que o meu pé prende?

— Mais valente é o boi
Que me bebe

— Ô, boi, tu é tão valente
Que bebe a água
A água apaga o fogo
O fogo que queima o pau
O pau que mata a cobra
A cobra que morde o gato
O gato que come o rato
O rato que rói a parede
A parede que encobre o sol
O sol que derrete a neve
E a neve que o meu pé prende?

— Mais valente é o homem
Que me mata

— Ô, homem, tu é tão valente
Que mata o boi
O boi que bebe a água
A água que apaga o fogo
O fogo que queima o pau
O pau que mata a cobra
A cobra que morde o gato
O gato que come o rato
O rato que rói a parede
A parede que encobre o sol
O sol que derrete a neve
E a neve que o meu pé prende?

— Mais valente é Deus
Que me criou

— Ô, Deus, vós é tão valente
Que mata o homem
O homem que mata o boi
O boi que bebe a água
A água que apaga o fogo
O fogo que queima o pau
O pau que mata a cobra
A cobra que morde o gato
O gato que come o rato
O rato que rói a parede
A parede que encobre o sol
O sol que derrete a neve
E a neve que o meu pé prende?

Ele disse:
— Ô xente!... que desaforo você vim aqui...
Aí Deus pegou, deu um cocorote — pá! — na cabeça da formiguinha... se retorceu toda, quando caiu em baixo... esses formigueiros todos que têm pelo mundo foi gerado dessa formiguinha.

Versão procedente de Maruim, SE, colhida em Aracaju, em 14 de abril de 1972. Informante: Dona Caçula.