sábado, 9 de abril de 2016

A Porta


Numa terra em guerra havia um rei que causava espanto. Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: Levava-os a uma sala onde havia um arqueiro do lado de uma imensa porta de ferro, sobre a qual viam-se gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue. Nesta sala ele os fazia enfileirar-se em círculo e dizia-lhes então:
– Vocês podem escolher entre morrer a flechadas por meus arqueiros ou passarem por aquela porta que será trancada logo após sua passagem.
Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servia ao rei se dirigiu ao soberano:
– Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
– Diga soldado.
– O que havia por detrás da assustadora porta?
– Vá e veja você mesmo.
O soldado então, abre vagarosamente a porta e, na medida em que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente. E, finalmente, ele descobre, surpreso, que a porta se abria sobre um caminho que conduzia à liberdade!!! O soldado, admirado, apenas olha seu rei, que diz:
– Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a se arriscar a abrir esta porta. Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?
Quantas vezes perdemos a Liberdade e morremos por dentro, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?
Comece agora mesmo a vencer todos os medos que te impedem de sonhar e realizar. Pense nisso!

Autoria desconhecida. Fonte: http://www.motivacaododia.com/2015/04/do-que-voce-tem-medo.html


sexta-feira, 25 de março de 2016

Um Conto de Páscoa

Três irmãos disputavam a mão de uma princesa. Mas o rei declarou que só se casaria com sua filha o pretendente que lhe trouxesse um ramo de folhas de ouro que havia bem no meio da floresta.
 Partiram então os três, cada um por um caminho. O mais velho chegou a uma pedra onde estava um anãozinho. Este o cumprimentou e lhe pediu de comer. O irmão mais velho, porém, respondeu que tinha um longo caminho pela frente e que não podia repartir com ele seu lanche. E foi seguindo até que encontrou uma borboleta muito grande e logo teve vontade de pegá-la. Mas a borboleta foi voando, voando e, assim, atraiu-o a uma clareira onde havia tantas borboletas esvoaçando que o deixaram completamente estonteado. Começou, então a persegui-las com raiva, até que chegou a um lugar cheio de lindas folhagens. Contudo, ali habitavam lagartas negras, e só o que elas faziam era queimar quem se aproximasse. E o irmão mais velho perdeu-se na floresta.
 Com o irmão do meio aconteceu a mesma coisa. O mais moço, porém, dividiu seu lanche com o anãozinho. Este, então, disse-lhe que encontraria uma linda borboleta, mas que não devia segui-la. “Logo acharás outra e essa é que vai levá-lo a um lugar onde habitam muitas borboletas” – disse o anãozinho. “E é lá que vive um coelho encantado”. O irmão mais moço seguiu em tudo o conselho do anão. Não seguiu a primeira borboleta, mais sim a segunda, encontrou a terra das borboletas e o coelho encantado. Este o levou a um jardim oculto onde, entre folhagens raras, ele achou o ramo das folhas de ouro.
 O coelho deu-lhe o ramo de presente e o moço levou-o ao rei, e assim o irmão mais moço casou-se com a princesa.



Autor Desconhecido.

quinta-feira, 17 de março de 2016

A LENDA DO UIRAPURU




Conta a lenda que o Uirapuru, pássaro que vive nas matas da Amazônia, foi originado de uma triste história de amor.
Em uma tribo indígena que habitava o sul do Brasil duas índias se apaixonaram pelo chefe da tribo.
Para ser justo na escolha de sua esposa o cacique resolveu que se casaria com aquela que tivesse a melhor pontaria, e dando a cada uma delas uma arco e flecha, mandou que atirassem em determinado alvo.
Somente uma delas conseguiu acerta o alvo tornando-se, portanto, a esposa do cacique.
A outra índia que errou o alvo chamava-se Oribici, ficou muito triste, chorou muito, inconformada por perder o seu amor. Pediu a Tupã, o Deus indígena, que a transformassem em um pequeno pássaro para que pudesse visitar o seu amado sem ser percebida.
Tupã, penalizado pelo sofrimento da jovem, resolveu fazer a sua vontade e a transformou em um passarinho de cor verde musgo e calda amarelada, para facilitar sua camuflagem na mata, e assim pode Oribici visitar o seu amor, mas quando foi visitá-lo ela percebeu o quanto o índio amava a sua esposa.
Oribici então, para se livrar de seu sofrimento, resolveu abandonar a sua tribo e voou para as matas do norte do Brasil. Vive hoje na floresta Amazônica e o Tupã para consolá-la deu a ela um canto melodiosos.
Quando o Uirapuru começa a cantar todos os outros pássaros se calam para o seu maravilhoso canto.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Vento

      
 
 O vento
 venta
 e invente
 mil maneiras de ventar:

*venta fraco,
*vento forte,
*vento gostoso,
*feito um beijo antes de dormir.

 Se enrola
 feito um gato
 (Ai, que sono!).

 De repente
 acorda
 e roda feito um redemoinho.
  
                                        (Luís Camargo)


(Cata vento e o ventilador, S.Paulo, FTD, 1986).

sábado, 6 de fevereiro de 2016

O COELHINHO E O CABRA CABRÊS



Vou contar pra vocês a historia de um coelhinho, vocês já viram coelho falar? Há mais o meu falava ele era uma gracinha, meu marido fez uma casinha pra ele lá no fundo do quintal e toda manhã ele levantava se espreguiçava que nem gente grande e dizia ai, ai, ai, ai, aí que soninho daí ele ia até meu banheiro trepava na pia pegava uma escovinha de dente e fazia assim, xic, xic, xic, xic, depois penteava sua franguinha assim cic, cic, cic, cic mais era uma belezinha ficava todo engraçadinho, depois ele ia lá na horta pegava uma cenoura bem grandona corria pra casinha e fazia um caldinho de cenoura que tomava assim de canudinho... ai, ai.
Certo dia eu tive que sair bem cedinho e o coelhinho ficou sozinho e foi pegar sua cenourinha e quando ele chegou na porta da casinha dele ele viu um bicho, quer dizer ele viu os olhos do bicho que brilhavam e ele disse assim:
- O seu bicho pode sair daí de dentro quem mora nessa casinha sou eu, o coelhinho.
- Que saí daqui de dentro que nada quem mora aqui agora sou eu o cabra cabrês e vai-se embora senão vou te partir em três.
- O que? Me partir em três? E tchum, saiu correndo de medo.
- E agora o que eu vou fazer? Há, já sei, vou pedir para o seu cachorro, que cachorro é muito bravo... Oh, oh, seu cachorro faça o favor, será que não dá pro senhor tirar aquele bichinho lá da minha casinha e eu te dou um pouquinho do meu caldinho?
- Au, au, au, pode deixar seu coelho, sabe que esse cachorro aqui é muito bravo, vou chegar à porta da sua casa vou fazer meu super au, au e o bicho vai sair correndo e quando ele passar por mim vou dar uma mordida no bumbum dele e ele nunca mais vai te incomodar.
- Isso, isso seu cachorro, pode ir lá e morder o bumbum dele que eu deixo.
E o cachorro todo convencido foi assim, uau, uau, uau, uau, parou na porta da casa do coelhinho e fez aquela coisa que só cachorro sabe fazer:
- É um, é dois e auauauau, auauauau.
Passou um pouquinho e:
- Que auau que nada seu cachorro agora quem está morando na casa do coelhinho e o cabra cabrês e vai se embora daqui senão vou te partir em três.
- O que ele vai me partir em três? Caim, caim, caim.
E o coelhinho:
- Ai e agora o que vou fazer se até o cachorro ficou com medo? Há, já sei por que não pensei nisso antes vou pedir pra quem é o rei da malandragem, hei seu gato, seu gato, faça o favor dá pra você tirar aquele bichinho da minha casinha que eu dou um pouquinho de caldinho de cenoura pro senhor?
- E o gato todo malandro disse, miau, miau, pode deixar seu coelhinho que aqui é o rei da malandragem, vou chegar à porta da sua casa, vou dar o meu super miado de miau, miau que quando esse bicho sair correndo vou dar uma unhada no bumbum dele e nhac, ele nunca mais vai te incomodar.
- Isso, isso mesmo pode ir lá e dar uma unhada no bumbum dele que eu deixo.
E o gato todo malandro foi assim:
- Miau, miau, miau, miau.
Parou na porta da casa do coelhinho e fez aquela coisa que só gato sabe fazer:
- É um, é dois e miau, miau, miau.
Passou um pouquinho e:
- Que miau que nada seu gato, agora quem está morando na casa do coelhinho e o cabra cabrês e vai se embora daqui senão vou te partir em três.
- O que ele vai me partir em três? Miau, miau, miau.
E o coelhinho:
- Ai e agora o que vou fazer se até o gato ficou com medo? Há mais eu sou um coelhinho bobo, só estou chamando bicho pequeno, vou chamar um bicho grande, vou chamar o seu boi, que seu boi tem um chifre grandão e todo mundo tem medo dele.
- O seu boi, o seu boi, faça o favor um pouquinho, será que você poderia me ajudar a tirar aquele bichinho lá de dentro da minha casa, eu dou um pouquinho de caldinho de cenoura pro senhor?
E o boi fez:
- Muuuuu, pode deixar seu coelhinho que você sabe que o boizão aqui é muito forte, vou chegar na porta da sua casa, vou dar meu super mugido, mmmmuuuuuuuoooo e esse bicho vai sair correndo e quando ele passar por mim vou dar uma chifrada no bumbum dele e ele nunca mais vai te incomodar.
- Isso, isso mesmo pode dar uma chifrada no bumbum dele que eu deixo.
E o boi todo convencido foi assim:
- Mommm, mommm, mommm, mommm.
Chegou à porta da casa do coelhinho e fez aquilo que só boi sabe fazer:
- É um, é dois e mmmmuuuuuu, mmmmuuuuuu.
Passou um pouquinho e:
- Que muuuuu que nada seu boi, agora quem está morando na casa do coelhinho e o cabra cabrês e vai se embora daqui senão vou te partir em três.
- O que? Ele vai me partir em três? E saiu correndo.
E o coelhinho ficou desesperado, chorando.
- O que vou fazer se até o boi ficou com medo?
Foi aí que apareceu um mosquitinho, desses bem pequenininho, mais que faz aquele barulhinho bzibzibzi, bzibzibzi e pousou bem no nariz do coelhinho e disse assim:
- O seu coelhinho, eu posso ajudar, eu sou bem pequenininho e posso tirar aquele bicho da sua casinha pra você.
E o coelhinho disse:
- A você não vai conseguir não, o boi não conseguiu, o gato não conseguiu e o cachorro também não. - -- Você acha que com esse tamanhinho você vai conseguir?
- A é ta duvidando, ta achando que tamanho é documento? Eu vou entrar na sua casa e vou por esse bicho pra correr, quer ver?
E lá se foi o mosquitinho voando bem assim:
- Ziiiii, ziiiiii, ziiiii, ziiiii
Quando ele entrou na casa do coelhinho ele viu aquele cabra cabrês com cara de bicho e cara de bucho é uma coisa feia né? Mais o mosquitinho não ficou com medo não, foi voando pra dentro do ouvido do cabra cabrês e quando ele tava lá dentro fez aquele barulho chato que só mosquito e criança pequena sabem fazer, aquela coisa assim, e é um e é dois e bzibzibzi, bzibzibzibzi, o barulhinho que o mosquitinho fazia era tão chato que o cabra cabrês acordou e ficou dando tapa nele mesmo e ai, ai, ai, ai, - Não é possível que mosquito mais chato! E o mosquitinho queria picar o bumbum e o cabra cabrês -Não ai, não e o cabra cabrês saiu que nem louco da casa do coelhinho.
Foi então que o coelhinho pode entrar na casa dele e fazer o caldinho de cenoura e quando o caldinho ficou pronto rapidinho veio o cachorro, uau, uau, uau, uau e tomou um pouquinho, aí veio o gato, miau, miau, miau, miau e tomou um pouquinho e veio o boi uão, uão, uão, uão e tomou um poucão, mais a melhor parte do caldinho ficou para o mosquitinho que provou que tamanho de mosquito e criança pequena não é documento.


Autor: Roberto Carlos Ramos
   Tirado do CD – 15-02-10


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Casa


"Senhor, ajudai-nos a construir a nossa casa
Com janelas de aurora e árvores no quintal
Árvores que na primavera fiquem cobertas de flores
E ao crepúsculo fiquem cinzentas
como a roupa dos pescadores.
O que desejo é apenas uma casa.
Em verdade, não é necessário que seja azul,
nem que tenha cortinas de rendas.
Em verdade, nem é necessário que tenha cortinas.
Quero apenas uma casa em uma rua sem nome.
Sem nome, porém honrada, Senhor. (...)"
Manoel de Barros


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Uma visita de São Nicolau



Era véspera de Natal, e a casa dormia
Nem mesmo um camundongo por ela se movia
As meias, na chaminé, esperavam, de leve
Que São Nicolau chegasse em breve

As crianças dormiam entre quentes cobertas
Sonhando com os doces que viriam na certa
E eu e a mamãe, de lenço e boné
Ressonávamos tranqüilos, noite afora até

Que um estrondo lá fora chamasse a atenção.
Levantei-me para ver qual era a confusão.
Como um relâmpago corri para a janela
Abri as persianas, a cortina que velai

E a Lua que reluzia sobre a neve recente
Iluminava a cena como um sol nascente
E diante dos meus olhos surgiram, repentinos,
Oito renas minúsculas e um trenó pequenino

Com um velho à rédea, feliz e com pique
Logo tive a certeza de que era São Nick
Rápido como uma águia, o trenó voava
E ele, entre assobios, cada rena chamava

“Vamos Dasher, vamos Dancer, vamos Prancer e Vixen!
Vamos Comet, vamos Cupid, vamos Donner e Blitzen!
Por sobre a varanda e por sobre o telhado!
Voando, voando, por todos os lados!”

E como folhas secas ao vento do furacão
Que não respeitam barreira à sua ascensão
As renas voavam casa acima, pelo céu
Puxando o trenó, brinquedos e Noel

E depois eu ouvi, por sobre o telhado
Os cascos se movendo em tom ritmado
E quando fechei a janela e me virei para olhar
Da chaminé percebi São Nicolau saltar

Vestido de peles, dos pés à cabeça
Coberto de pó e de fuligem espessa
Ele trazia às costas brinquedos variados
Como um vendedor chegando ao mercado

Seus olhos brilhavam, e seu rosto sorria
Na face rosada o nariz reluzia
Sua boca se abriu em um sorriso breve
E a barba em seu queixo era branca como a neve

O homem trazia um cachimbo entre os dentes
E a fumaça cercava seu rosto sorridente
Seu rosto pequeno e barriga arredondada
Se moviam como gelatina quando ele dava risada!

Tão gorducho e redondo, o alegre pequenino
Que sorri sem nem notar, ao vê-lo, ladino,
Me fazer um sinal, uma leve piscada,
Indicando situação nada arriscada

E sem uma palavra ele fez seu trabalho,
Enchendo as meias, e girando no assoalho
Ergueu um dedo em sinal de despedida
E pela chaminé procurou a saída

Saltou ao trenó, com um forte assobio,
E saíram aos ares com um rodopio
Mas o ouvi exclamar, no momento final
“Meu boa noite a todos, e um feliz natal”


 Clement Moore em 1822, chamado "The Night Before Christmas".  

domingo, 9 de agosto de 2015

A colheita do saci



No tempo das colheitas, já meu pai dizia: Aparecem, às vezes, pés de café sem grãos. Não é praga da planta, não. As cerejas foram colhidas à mão. O pé só fica com as folhas.
Sabem que colheu? O saci.
O saci só colhe de noite. E faz o trabalho num átimo. Lá numa fazenda da Mantiqueira, o diabo do saci colheu, de um dia para outro, todas as cerejas de um cafezal, deixando o fazendeiro na mais negra miséria.
Sabem por quê?
Não deixaram um pé de café para o saci, na safra anterior.
Em toda colheita, não se deve esquecer de deixar um pé de café para o negrinho de um pé só e de carapuça vermelha.
Quem se esquecer, está arriscado a perder todo o seu cafezal.
 
Observação: Esta história se prende ao "ciclo do saci".

(Ribeiro, Joaquim. Os brasileiros. Rio de Janeiro, Palas; Brasília, Instituto Nacional do Livro, 1977, p.279) 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

HISTORIA PRA NINAR GIGANTE



Um rei medroso
Ordenou que fossem mortos
Todos os pássaros do seu reino.
Assim se cumpriu.

Daquele dia em diante
O canto que nascia vinha das entranhas das pedras.
Deu-se uma quebra no encantamento das coisas
E dragões desembocaram do espaço.
Parecia que o mundo inteiro findava.

O rei,
Desobrigado de sonho,
Fechou os seus olhos de esquecer de acordar.
Então, as crianças se aliaram aos poetas
E desenharam um poema
De passarinhos ressuscitados.

Foi aí que pequeninas pedras
Animaram-se a levitar.
Pouco a pouco ganharam penas,
Bico, asas, gorjeio de pássaro.
E as crianças descobriram
Que pedrinhas coloridas são passarinhos disfarçados de chão.
Segredo milenarmente guardado.
Só o sabem as crianças e os poetas.

 (Nara Rúbia Ribeiro)

domingo, 17 de maio de 2015

O Eclipse do Sol


        O CAPITÃO AO PRIMEIRO SARGENTO
                Amanhã haverá eclipse do Sol, o que não acontece todos os dias. Mande formar a Companhia, às sete horas, em uniforme de instrução.Todos poderão, assim, observar o fenômeno do qual darei explicações. Se chover, nada se poderá ver e os homens ficarão em formação no alojamento, para a chamada.
        O PRIMEIRO SARGENTO AO SEGUNDO SARGENTO
                Por ordem do sr. capitão, haverá eclipse do Sol, amanhã. O capitão dará explicações às sete horas, o que não acontece todos os dias. Se chover, não haverá chamada lá fora. O eclipse será no alojamento.
        O SEGUNDO SARGENTO AO CABO
                Amanhã, às sete horas virá ao quartel um eclipse do Sol em uniforme de passeio. Se não chover, o que não acontece todos os dias, o capitão dará, no alojamento, as explicações.
        O CABO AOS SOLDADOS
                Atenção: Amanhã, às sete horas, o capitão vai fazer um eclipse do Sol em uniforme de passeio e dará as explicações. Vocês deverão entrar formados no alojamento, o que não acontece todos os dias. Caso chova, não haverá chamada.
        ENTRE OS SOLDADOS
                O cabo disse que a manhã o sol, em uniforme de passeio, vai fazer eclipse para o capitão, que lhe pedirá explicações. A coisa é capaz de dar uma bela encrenca, dessas que acontecem todos os dias. Deus queira que chova.
*            *            *            *            *            *            *
                Esta não é apenas uma simples piada, mas um reflexo da realidade. Demonstra que nem sempre ouvimos bem o que nos dizem e a facilidade com que deturpamos os fatos.

Citado em:
BORAM, Pe. Jorge.
"Curso de Dinâmica para Liderança Cristã"
Paulinas

4ª ed., pág.117-118